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Pacto germano-soviético

Século XX

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A segunda metade da década de 1930 foi marcada por uma enorme tensão política e econômica em todo o mundo, mas, em especial, na Europa. O nazismo havia ascendido ao poder em 1933 e preparava-se para a guerra, alimentando sua indústria bélica e traçando planos de dominação continental. Nesse contexto, um dos mais ardilosos acordos foi firmado entre Hitler e o então líder absoluto da URSS, Josef Stalin. Esse acordo ficou conhecido como Pacto germano-soviético​ ou Pacto Ribbentrop-Molotov.

Tal pacto, assinado no dia 23 de agosto de 1939 pelos representantes da Alemanha, J. Von Ribbentrop, e da URSS, V. Molotov, tinha como objetivo explícito a não agressão entre os dois países caso a Alemanha declarasse guerra à Inglaterra, à França e/ou a qualquer país das democracias europeias da época, ou seja, a URSS não entraria no conflito caso ele ocorresse.

Contudo, implicitamente, alemães e soviéticos acordaram um protocolo secreto que indicava o pleno interesse da URSS na ofensiva alemã contra os países referidos. Stalin via na estratégia agressiva de Hitler uma “ponta-de-lança” para uma eventual e posterior ação militar soviética na Europa e a consequente expansão dos domínios da URSS. Como aponta o historiador italiano Silvio Pons:

“[…] Em substância, o pacto de não agressão concluído por Stalin com Hitler em 23 de agosto de 1939 previa, em seus protocolos secretos, a divisão da Polônia e uma esfera de influência soviética no Báltico. Uma semana depois Hitler pôde atacar a Polônia e desencadear a Segunda Guerra Mundial. Em 17 de setembro, enquanto a máquina bélica alemã destroçava as defesas da Polônia, a URSS invadiu a parte oriental do país, como estava previsto no pacto. Em 28 de setembro, a URSS e a Alemanha firmaram tratado de amizade que ratificava a repartição da Polônia e previa nova repartição das esferas de influência, atribuindo a Moscou também a Lituânia, além da Letônia e da Estônia.” (PONS, Silvio. A revolução global: história do comunismo internacional, 1917-1991. Rio de Janeiro: Contraponto Editora; Brasília: Fundação Astrojildo Pereira, 2014.p.195-196.)

Dessa forma, o início da Segunda Guerra Mundial, com a invasão nazista da Polônia, teve como estratégia principal esse acordo de não agressão. Entretanto, como é sabido, em 1941, em um momento em que a guerra passava a assumir contornos globais, extravasando as fronteiras da Europa, o referido pacto foi rompido. A URSS, por sua vez, mudou de estratégia, juntando-se aos aliados para destruir o Terceiro Reich.

*Créditos da imagem: Shutterstock e vicspacewaller

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