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Início da Segunda Guerra Mundial

Século XX

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A Segunda Guerra Mundial foi o maior conflito da história da humanidade e estendeu-se de 1939 a 1945. Seu início ocorreu no dia 1º de setembro de 1939, quando tropas alemãs cruzaram a fronteira polonesa e um encouraçado alemão abriu fogo contra Danzig, cidade livre que contava com a presença de tropas polonesas. Dois dias depois desse acontecimento, franceses e britânicos declararam guerra à Alemanha.

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Antecedentes

O estopim que deu início à Segunda Guerra Mundial foi a invasão da Polônia pelo exército da Alemanha. Entretanto, antes de entendermos esse acontecimento, é importante termos um panorama da Europa no final da década de 1930.

  • O expansionismo germânico

Em 1939, a situação na Europa era tensa e o clima de guerra era evidente. A Alemanha era governada por Adolf Hitler, líder do nazismo, e o país desafiava as determinações do Tratado de Versalhes promovendo sua expansão territorial. O expansionismo germânico era parte da ideologia nazista, e esse elemento ficou representado na lebensraum.

O lebensraum consistia na ideia de espaço vital, noção existente no nazismo de que a Alemanha e os alemães tinham o direito de construir um império que abrigasse sua população (adjetivada, na época, como ariana). Nessa lógica, a construção desse espaço vital aconteceria em locais historicamente habitados pelos arianos, e a sobrevivência destes seria realizada às custas da exploração das populações eslavas.

Baseado nisso, Hitler começou a rearmar o país, uma vez que as conquistas territoriais só seriam possíveis se esse tivesse força militar suficiente para amedrontar as nações vizinhas. Assim que a Alemanha estava militarmente preparada, Hitler deu início ao expansionismo territorial. Em 1938, o país anexou a Áustria, e, em 1939, após um longo processo de negociação, foi anexada a Checoslováquia.

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  • Conferência de Munique

Em 1938, os nazistas demonstraram o interesse de anexar os Sudetos, região da Checoslováquia com grande população germânica. A situação iniciou uma crise diplomática que levou representantes de franceses, britânicos, italianos e alemães a reunirem-se, em setembro de 1938, na Conferência de Munique.

Nessa reunião foi debatida a questão da Checoslováquia, e ingleses e britânicos resolveram praticar a conhecida política de apaziguamento. Sem o consentimento do governo desse país, franceses e britânicos aceitaram as condições de Hitler e deram autorização para que ele o anexasse.

Em troca, Neville Chamberlain, primeiro-ministro britânico, e Édouard Daladier, primeiro-ministro francês, firmaram com a Alemanha que essa seria a última exigência territorial alemã e que o país realizaria ações que contribuiriam para a manutenção da paz no continente europeu. Hitler concordou, mas, logicamente, tudo não passou de um blefe. Ele já tinha seus olhos voltados para um novo alvo: a Polônia.

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Rivalidade com a Polônia

No dia 1º de setembro de 1939, tropas alemãs cruzaram a fronteira polonesa e iniciaram a Segunda Guerra Mundial.

A Polônia surgiu com o fim da Primeira Guerra Mundial, e parte do território polonês foi formada do antigo território que pertencia à Alemanha antes desse conflito. Depois que Hitler conseguiu anexar a Áustria e a Checoslováquia, ele voltou sua atenção para a Polônia e, ao longo de 1939, a retórica do governo alemão contra esse país foi tornando-se cada vez mais agressiva.

O objetivo do líder nazista era reaver os territórios que tinham pertencido à Alemanha e que lhe foram tomados, com a derrota na Primeira Guerra, para formar a Polônia. Nesse sentido, os destaques vão para a Prússia Ocidental, também conhecida como Corredor Polonês (trecho de terra que separava a Alemanha da Prússia Oriental), e Danzig (uma antiga cidade alemã que havia se tornado livre, sob gestão da Liga das Nações).

Conquistar a cidade livre de Danzig era um dos grandes objetivos de Hitler com a invasão da Polônia.
Conquistar a cidade livre de Danzig era um dos grandes objetivos de Hitler com a invasão da Polônia.

Para garantir o sucesso de suas intenções, Hitler tomou uma série de iniciativas. Primeiro, como mencionado, endureceu a retórica contra a Polônia; dificultou as negociações que existiam com os governos polonês, francês e britânico; tomou as iniciativas para preparar o exército alemão; e, por último, garantiu a neutralidade dos soviéticos.

A neutralidade dos soviéticos é um capítulo importante para o início da Segunda Guerra Mundial. Em 23 de agosto de 1939, os governos alemão e soviético assinaram o Tratado Ribbentrop-Molotov ou Pacto de Não Agressão, no qual as duas nações garantiriam a paz entre si por 10 anos em caso de guerra na Europa.

Uma cláusula secreta e importante desse tratado estipulava a divisão do território polonês entre alemães e soviéticos. Com isso, o caminho estava praticamente aberto para os alemães, embora franceses e britânicos ainda fossem um importante obstáculo para os objetivos nazistas. Os alemães temiam que franceses e britânicos reagissem à sua agressão porque a Polônia tinha uma aliança militar com essas duas nações.

Esse acordo estipulava que, caso a Polônia fosse atacada, franceses e britânicos reagiriam contra o agressor dos poloneses. O acordo existente foi assinado em março de 1939, com o objetivo de evitar uma agressão dos alemães contra a Polônia. Nesse acordo, os franceses garantiam atacar a Linha Siegfried e os britânicos prometiam ataque aéreos contra os alemães, mas só em caso de agressão aos poloneses.

Hitler tinha decidido atacar esses últimos no dia 26, mas a garantia de que britânicos e franceses honrariam seu acordo fê-lo recuar momentaneamente, embora não acreditasse na reação dos aliados da Polônia. De todo modo, as intenções alemãs em relação à Polônia eram claras e reais.

Os alemães haviam sido informados, em suas embaixadas na França, Polônia e Grã-Bretanha, para avisar aos demais residentes nesses países que saissem deles. Além disso, tropas do exército alemão começaram a ser concentradas na Prússia Oriental sob o pretexto de realizar comemorações militares, e, por fim, um encouraçado germânico ancorou em Danzig. Os alemães fechavam o cerco.

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Invasão da Polônia

O último passo foi criar uma justificativa (os historiadores chamam isso de casus belli) para explicar a invasão da Polônia. No dia 28 de agosto, a ordem de Hitler deteminou que a invasão aconteceria no dia 1º de setembro. A justificativa utilizada por ele e seus seguidores foi forjada na noite do dia 31 de agosto.

Nesse dia aconteceu uma operação de bandeira falsa contra uma rádio alemã localizada em Gleiwitz, próximo à fronteira polonesa. Nessa operação, homens da tropa de elite chamada SS (Schutzstaffel) vestiram-se com uniformes do exército polonês e atacaram essa torre de rádio.

Os nazistas, então, executaram prisioneiros do campo de concentração de Sachenhausen, vestiram-nos com uniformes do exército polonês e apresentaram seus corpos como prova de que os poloneses tinham atacado a Alemanha. Já na madrugada do dia 1º de setembro de 1939, o encouraçado Schleswig-Holstein, ancorado em Danzig, abriu fogo contra a cidade, e tropas alemãs cruzaram a fronteira polonesa.

Ao todo, os alemães mobilizaram aproximadamente 1,5 milhão de soldados na invasão da Polônia e contaram com 3600 blindados e 1929 aviões de guerra. A notícia do ataque alemão contra a Polônia fez britânicos e franceses iniciarem uma grande mobilização, e defesas militares começaram a ser montadas em ambos países.

No dia 3 de setembro de 1939, o primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, declarava guerra à Alemanha.
No dia 3 de setembro de 1939, o primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, declarava guerra à Alemanha.

No dia 3 de setembro, veio a reação britânica e francesa. Ambos países enviaram ultimatos à Alemanha, e, como os alemães não retiraram suas tropas da Polônia, o Reino Unido declarou guerra aos alemães às 11 horas, e os franceses, às 17 horas. A reação alemã foi de incredulidade, uma vez que nem mesmo Hitler esperava que franceses e britânicos reagissem. A Segunda Guerra Mundial tinha começado.

 


Por Daniel Neves
Graduado em História

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