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Guerra dos Seis Dias e a expansão de Israel

Séculos XVI ao XIX

Envelope com selo israelense homenageando o dia da libertação do muro das lamentações durante a Guerra dos Seis Dias *
Envelope com selo israelense homenageando o dia da libertação do muro das lamentações durante a Guerra dos Seis Dias *
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A Guerra dos Seis Dias ocorreu em junho de 1967 e resultou na rápida vitória israelense sobre as tropas do Egito, Síria e Jordânia. Com a vitória, Israel anexou a seu território a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia, Jerusalém e as Colinas de Golã. Em seis dias, o território israelense saltou de 20.720 km² para 73.635 km².

Era o terceiro conflito armado entre os países do Oriente Médio contra Israel desde a criação do Estado israelense, em 1948. Foi o mais rápido de todos os conflitos entre árabes e israelenses na região. Um dos principais motivos para a vitória israelense foi a superioridade da tecnologia bélica detida pelos israelenses, fortemente amparados pelos EUA.

As causas do conflito estão relacionadas com algumas mobilizações militares nas fronteiras dos países que se envolveram no confronto. Em abril de 1967, a Força Aérea Israelense havia atacado a Jordânia. Essa medida levou o presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, a colocar as Forças Armadas de seu país em alerta, além de retirar tropas da ONU do deserto localizado na Península do Sinai, fronteira com Israel. Bloquearam ainda o estreito de Tiran, o que impedia o acesso de Israel ao mar Vermelho e ao oceano Índico, através do porto de Eilat e do golfo de Ácaba.

Houve ainda a assinatura de um Acordo de Cooperação Mútua entre Jordânia, Síria e Egito, em maio de 1967, representando uma escalada de hostilizações entre os países envolvidos no conflito. Israel acusava os países vizinhos de pretenderem exterminar o Estado criado em 1948. Por outro lado, os árabes apontavam a criação do Estado de Israel como uma afronta às populações que habitavam a região há séculos.

A ação israelense iniciou-se no dia 05 de junho de 1967, após ordenamento do Ministro da Defesa, Moshe Dayan. Em um dia, os ataques aéreos israelenses destruíram boa parte das bases aéreas do Egito e da Síria, neutralizando essa esfera das forças armadas dos países. A partir daí, as ações ocorreram por terra, com as tropas israelenses avançando por amplas extensões dos territórios dos demais países.

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Selo em homenagem a Moshe Dayan, ministro da Defesa Israelense durante a Guerra dos Seis Dias *
Selo em homenagem a Moshe Dayan, ministro da Defesa Israelense durante a Guerra dos Seis Dias *

Em 07 de junho, os israelenses haviam conquistado toda a cidade de Jerusalém, tomando-a simbolicamente com o hasteamento da bandeira de Israel no Muro das Lamentações. No dia 08 de junho, a Península do Sinai e boa parte da Cisjordânia estavam sob controle israelense. Como não houve um rápido cessar-fogo, os israelenses continuaram a avançar sobre território sírio, tomando as Colinas de Golã.

Os árabes perderam cerca de 15.000 homens, mais de 400 aviões e 800 tanques, enquanto os israelenses tiveram baixas na ordem de 800 pessoas e pouco mais de 40 aeronaves.

Ao se manter nos territórios ocupados, os israelenses intensificaram os conflitos com os árabes e os palestinos, principalmente com a construção de várias colônias de israelenses, consideradas ilegais.

A Guerra dos Seis Dias expulsou um número ainda maior de palestinos de suas terras, intensificando os problemas da chamada Questão Palestina, a falta de um Estado árabe para esse povo.

Inclusive, foi a Questão Palestina que levou à criação do Al Fatah, um grupo político-militar criado na década de 1950 cujo principal líder era Yasser Arafat. Decididos a enfrentar os israelenses através da luta armada, o Al Fatah e outros grupos palestinos realizaram uma série de ataques a povoamentos israelenses na região, sendo também mais uma causa de conflitos.

* Crédito das imagens: Arkady Mazor e Shutterstock.com.


Por Me. Tales Pinto

SÉCULO XVI AO XIX
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