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Batalha de Sedan e a rivalidade franco-prussiana

Séculos XVI ao XIX

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A Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871 foi considerada como a primeira guerra em que métodos, armamentos e táticas modernas de combates foram utilizados. A Batalha de Sedan foi o principal combate da guerra e seu desfecho selou o destino dos dois países. Além disso, vários outros eventos foram desencadeados tendo como pano de fundo esse conflito.

Foi a vitória prussiana que possibilitou a Unificação Alemã e o fortalecimento do imperialismo alemão. A derrota francesa ainda resultou em um sentimento de resignação e revanchismo com os alemães, sendo, assim, um dos motivos da eclosão da Primeira Guerra Mundial.

Por outro lado, a queda do governo de Napoleão III e a situação em que se encontrava a capital Paris durante a guerra proporcionaram a deflagração da Comuna de Paris, o primeiro momento da história contemporânea em que os trabalhadores passaram a exercer o poder político e econômico através de organismos criados por eles mesmos.

A Batalha de Sedan iniciou-se em setembro de 1870 e viu uma avassaladora força prussiana derrotar as tropas francesas em um dia. Na cidade de Sedan, próxima à fronteira com a Bélgica, havia uma fortificação estrategicamente construída para conter invasões ao território francês. O rio Meuse compunha junto à fortaleza mais uma barreira para o avanço das tropas inimigas. Além do mais, os franceses tinham o conhecimento de que, caso fossem derrotados na localidade, o caminho para se chegar até Paris estaria facilitado.

A importância do conflito foi tamanha que tanto o imperador Napoleão III quanto o kaiser Guilherme I encontravam-se no local. Este último estava ainda acompanhado de autoridades estadunidenses, russas e britânicas, além do chanceler Otto von Bismarck, para assistirem ao desenrolar do conflito. As tropas prussianas posicionaram-se nas colinas em volta da fortificação de onde partiram os ataques. Comandados pelo general Helmuth von Moltke, o disciplinado e bem armado exército prussiano passou a bombardear Sedan. Apesar da resistência das tropas francesas e das tentativas de transpor o cerco por parte da cavalaria de sua cavalaria, a estrutura militar prussiana se impôs.

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Desde as décadas anteriores que a política de Bismarck objetivava formar um forte exército para conseguir unificar os diversos Estados germânicos. Com a obrigação da prestação do serviço militar, os prussianos passaram a treinar um imenso número de jovens. O desenvolvimento industrial prussiano também possibilitou o desenvolvimento de novos armamentos, como fuzis e canhões com maior poder de fogo. Houve ainda o desenvolvimento de táticas de guerras mais voltadas para a mobilidade das tropas, além da criação de linhas de barragens de infantaria. O exército francês ainda adotava a tática das formações compactas de soldados e cargas de cavalaria no ataque aos inimigos. Frente a esse cenário, a vitória prussiana foi avassaladora.

Derrotado, Napoleão III pediu rendição a Guilherme I e foi levado como prisioneiro para a Prússia, sem passar de forma humilhante por território francês. Com a queda do imperador, os franceses organizaram-se politicamente como uma República e passaram a combater os prussianos através de algumas guerrilhas, em que lutavam os franc tireurs, que apesar de terem resistido de forma mais intensa que o exército, também não conseguiram resistir aos inimigos. Em 18 de janeiro de 1871, as autoridades de Paris caíram sob domínio prussiano. O Tratado de Frankfurt foi assinado em março e pôs fim à Guerra Franco-Prussiana. Mas os trabalhadores de Paris não aceitaram esse resultado e resistiram durante dois meses contra as tropas prussianas e francesas, que atuaram em conjunto pela derrubada da Comuna de Paris, que ocorreu em 28 de maio de 1871.

Como resultado do conflito, caiu o Império Francês de Napoleão III e surgiu o Império Alemão, comandado por Guilherme I. O revanchismo francês contra os alemães decorrente dessa guerra e as disputas imperialistas seriam alguns dos motivos para a eclosão das duas Guerras Mundiais no século seguinte.


Por Tales Pinto
Graduado em História

Kaiser Guilherme I e seus generais durante a Guerra Franco-Prussiana
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