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O terrorismo de 11 de Setembro de 2001

Século XXI

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No dia 11 de setembro de 2001, os EUA sofreram o maior ataque contra parte de seus territórios desde a ação dos japoneses em Pearl Habor, durante a Segunda Guerra Mundial. Na manhã do dia 11 de setembro, dois aviões de carreira chocaram-se contra as torres do World Trade Center (WTC), derrubando um dos principais símbolos arquitetônicos da cidade de Nova Iorque.

Porém, contrariamente aos ataques japoneses de 1941, a derrubada dos edifícios não foi realizada por um exército regular, mas sim pela organização terrorista Al-Qaeda, cujo principal líder era Osama Bin Laden.

Além dos dois aviões serem direcionados às duas torres do WTC, houve ainda um terceiro ataque à sede do Pentágono, em Washington D.C., e um terceiro avião foi lançado sobre um campo no estado da Pensilvânia. Ao todo, 19 militantes da Al-Qaeda participaram das ações, que resultaram na morte de milhares de pessoas e na exposição da fragilidade da segurança das forças de defesas militares dos EUA.

As televisões de todo o mundo transmitiram as cenas da cidade de Nova Iorque, sendo que o choque do segundo avião à última torre que ainda se mantinha de pé foi transmitido ao vivo, causando um forte impacto nas pessoas que acompanhavam o ocorrido.

A Al-Qaeda é um grupo fundamentalista islâmico, surgido na década de 1980, no contexto posterior à invasão soviética ao Afeganistão, em 1979. Apesar de haver divergências, informações indicam que o grupo foi financiado, armado e treinado pela CIA até a década de 1990. As mudanças no cenário mundial após a queda do Muro de Berlim teriam sido o principal motivo de afastamento da Al-Qaeda em relação aos EUA, transformando o país ocidental no principal alvo dos fundamentalistas, principalmente por ter se tornado a principal potência econômica, política, militar e cultural do mundo.

A relação próxima entre EUA e a Al-Qaeda gerou ainda uma série de suposições sobre o motivo da falta de um ataque preventivo, evitando a derrubada do WTC e da destruição de parte do Pentágono. As ações de Mohamed Atta, principal líder do atentado, estavam sendo monitoradas pelo serviço secreto paquistanês, que, por sua vez, recebia dinheiro e informações de logística da CIA, o que indicaria que o governo de George W. Bush teria informações dos preparativos para a ação.

O mais curioso em relação ao presidente Bush foi o fato de que, durante os ataques às duas torres, ele permaneceu em uma escola primária no interior da Flórida, contando uma história infantil aos alunos, “O Bode de Estimação”. Era função do presidente dos EUA estar no comando das Forças Armadas no momento, pois a legislação estadunidense obriga-o a estar no comando quando há aviões sequestrados em território dos EUA. Além do mais, caças da Força Aérea dos EUA deveriam ter acompanhado os aviões sequestrados e os abatido caso não pousassem, situação que não se verificou.

O ataque de 11 de setembro de 2001 marcou um novo período na história mundial. O terrorismo passou a ser o principal inimigo das maiores nações capitalistas ocidentais. A luta não era mais contra um exército regular, mas sim contra pequenos grupos clandestinos que se fundamentam político e ideologicamente em preceitos religiosos e atacam tanto alvos civis como militares.

No intuito de combater esses tipos de ações, o então presidente dos EUA, George W. Bush, iniciou a chamada Guerra ao Terror. Em outubro de 2001, o Afeganistão foi invadido por tropas da OTAN, que derrubaram o governo do Taleban, colocando seus aliados da Aliança do Norte no poder. O objetivo era também desmantelar a Al-Qaeda no país e encontrar Osama Bin Laden. Esse último foi encontrado em 2011 no Paquistão e morto no dia 02 de maio do mesmo ano. Porém, a guerra do Afeganistão ainda se desenrola no ano de 2013.

Outra consequência dos ataques do 11 de setembro de 2001 foi a Guerra do Iraque, iniciada em 2003, após os EUA terem argumentado que o regime de Saddam Hussein detinha armas de destruição em massa. Mesmo não sendo provada a existência dessas armas, os EUA atacaram o país, com o apoio principalmente do Reino Unido. Em dezembro de 2003, o presidente iraquiano foi capturado, sendo julgado e condenado pela morte de cerca de 140 xiitas, fato que teria ocorrido em 1982. O enforcamento de Saddam Hussein ocorreu em dezembro de 2006.

A partir do ataque de 11 de setembro de 2001, analistas de política internacional passaram a indicar uma nova forma de abordagem dos EUA em relação aos conflitos mundiais, colocando o país na posição de polícia do mundo por ter tentado interceder na maioria dos conflitos que ocorreram na década de 2000.

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* Crédito da Imagem: Ken Tannenbaum e Shutterstock.com


Por Tales Pinto
Mestre em História

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