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Canhão Gustav

Século XX

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Os projetos imperialistas do Nazismo implicaram uma série de aperfeiçoamentos armamentistas. É fato conhecido que Adolf Hitler mobilizou engenheiros e cientistas na tentativa de construir bombas atômicas (projeto que só foi efetivamente levado a cabo pelos Estados Unidos) e na construção dos superfoguetes modelos V1 e V2. Além disso, sua divisão de blindados, como os tanques Panzer, tornou-se notória pela devastação provocada nos campos de batalha. Entretanto, entre as invenções bélicas do nazismo, uma das que mais chamaram atenção foi a do Canhão Gustav.

O Canhão Gustav foi encomendado à indústria alemã da cidade de Essen chamada Krupp. O nome dado ao canhão faz menção ao patriarca da família Krupp, Gustav Krupp von Bohlen. O objetivo dos nazistas eram, com “Gustav”, penetrar as fronteira da França, que eram guardadas por fortalezas com pesada artilharia. Essa ação estratégica não foi levada a cabo, já que Hitler mobilizou suas tropas por meio do território belga sem precisar romper as fronteiras com a França logo de imediato.

O canhão, entretanto, ficou pronto em 1941. Seu uso foi aplicado em outras situações, como a ação nazista na cidade ucraniana de Sebastopol, onde chegou a disparar 300 tiros. Sebastopol, sendo uma cidade-fortaleza, exigia um tipo de arma que provocasse uma destruição avassaladora. O “Gustav” também foi utilizado pelos nazista para sufocar a Revolta de Varsóvia na Polônia.

O canhão “Gustav” pesava 1.344 toneladas, distribuídas por seis metros de altura e quarenta e três metros de comprimento. Eram necessários 500 homens para operá-lo, sobretudo para prepará-lo sobre os trilhos férreos, por onde se locomovia. A “boca” do canhão possuía um diâmetro de 800 milímetros e era preciso cerca de 1360 kg de pólvora para acionar a detonação dos projéteis.

Havia dois tipos de projéteis (as balas do canhão) que atingiam uma distância que variava entre 37 e 47 km para além do local de disparo, sob uma elevação máxima de 48 graus. O peso dos projéteis tinha cerca de cinco toneladas e conseguiam penetrar até oitenta metros de concreto reforçado.

“Gustav” foi destruído pelas tropas aliadas em 1945. Havia outro canhão do mesmo matiz, chamado “Dora”, que foi destruído pelos próprios nazistas para que não ficasse sob posse das tropas soviéticas ao fim da guerra.

* Créditos da imagem: Commons


Por Me. Cláudio Fernandes

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