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Batalha do Marne e a guerra de trincheiras

Século XX

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A Batalha do Marne, ocorrida em setembro de 1914, foi decisiva para o início da guerra de trincheiras no front ocidental na Primeira Guerra Mundial. O fato de as forças francesas, apoiadas pelos ingleses, conseguirem conter a ofensiva alemã frustrou a expectativa de rápido avanço germânico sobre o território francês.

Inserida na primeira fase da Primeira Guerra Mundial, a da guerra de movimento, a Batalha do Marne foi uma das batalhas realizadas pelos alemães para colocar em prática o Plano Schilieffen. Com esse plano elaborado em 1905, os alemães pretendiam conquistar rapidamente o território francês, a oeste da Alemanha, sendo que, pelas projeções, em seis semanas conseguiriam conquistar Paris. Com a conquista rápida da França, os alemães poderiam se dedicar posteriormente ao combate contra as tropas russas, que segundo os cálculos alemães necessitariam de seis semanas para se prepararem no front leste.

A investida necessitaria da maior parte das tropas nesse front oeste, buscando atacar o exército francês após a rápida passagem pelo território belga. Ao mesmo tempo em que ocorreria esse deslocamento, ataques às fortificações francesas seriam necessários para enfraquecer o exército e facilitar a chegada a Paris.

Porém, a execução do plano não ocorreu como o planejado. A Bélgica que havia se mantido neutra na Primeira Guerra Mundial impôs uma resistência mais intensa que a esperada pelos alemães, o que resultou no atraso do avanço sobre o território francês. O ataque à Bélgica serviu como subterfúgio para a entrada da Inglaterra no combate. O atraso na chegada alemã e o auxílio inglês dificultou o intento alemão.

Apesar de conseguirem chegar com suas tropas a cerca de 40 quilômetros de Paris, o exército alemão foi obrigado a recuar após a batalha em volta do rio Marne. A partir daí nenhum dos lados conseguiu avançar. Uma extensa rede de trincheiras foi construída por ambos os lados em conflito, levando ao estacionamento da Primeira Guerra Mundial na frente ocidental.

Essa situação na fronteira entre a Alemanha e a França tornou-se uma das características da Primeira Guerra Mundial, com os combatentes guerreando em trincheiras sujas e infestadas de piolhos e ratos. Por outro lado, a permanência das tropas durante muito tempo nos mesmos locais resultou em momentos de confraternizações entre as tropas dos exércitos inimigos. Tal situação evidenciou uma oposição à guerra por grande parte dos soldados, que passaram a negar a participação em um conflito do qual não sabiam ao certo o motivo pelo qual haviam entrado.

O nacionalismo que havia servido como estímulo à entrada nos exércitos deixava de ter fundamento. O resultado foram as deserções e o desenvolvimento de um internacionalismo entre os combatentes.

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* Crédito das Imagens: Susan Law Cain e Shutterstock


Por Tales Pinto
Graduado em História

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