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Guerra Guaranítica

Séculos XVI ao XIX

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Os portugueses, no século XVII, fundaram, no território do atual Uruguai, a cidade de Nova Colônia do Santíssimo Sacramento, pois almejavam ampliar suas posses territoriais na região do rio da Prata. Entretanto, os espanhóis, que dominavam grande parte das terras adjacentes a esse rio, logo entraram em conflito com os portugueses, atacando a cidade de Sacramento e disputando o domínio da região platina.

Durante os conflitos entre portugueses e espanhóis, diversos acordos e intervenções foram feitas para cessar tais disputas. O primeiro acordo assinado entre ambos os países foi o Tratado de Madri, em 1750, que estipulou que a cidade de Sacramento pertenceria aos espanhóis. Em troca, Portugal ganhou os territórios da Amazônia e da região de Sete Povos das Missões, no atual estado do Rio Grande do Sul.

De acordo com o Tratado de Madri, os missionários espanhóis e os indígenas deveriam deixar Sete Povos das Missões em direção à região de Sacramento (atual Uruguai), porém os indígenas se recusaram a sair de lá. No ano de 1754, eles se rebelaram e, assim, iniciava-se a Guerra Guaranítica, conflito em que indígenas e religiosos jesuítas foram derrotados, após dois anos de disputas.

Com o final da Guerra Guaranítica, o Tratado de Madri foi anulado, firmando-se, logo em seguida, no ano de 1777, o Tratado de Ildefonso, no qual se determinava que a região de Sete Povos das Missões seria novamente posse espanhola. Anos depois, em 1801, o Tratado de Badajós anulou o Tratado de Ildefonso e devolveu Missões para Portugal.

Leandro Carvalho
Mestre em Históri

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