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Os combatentes árabes

Idade Média

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Ao longo do século VII, a religião muçulmana teve a incrível capacidade de formar um enorme império que abrangia áreas que iam da Ásia Central até a Península Ibérica. Organizando um exército formado por membros de várias tribos, os seguidores de Maomé tiveram a capacidade de vencer um grande número de saques e batalhas que, posteriormente, teriam importância fundamental no processo de disseminação do islamismo pelo mundo.

Inicialmente, os praticantes do islamismo se voltaram contra os comerciantes da cidade de Meca por conta do controle comercial exercido naquela cidade. Nessa empreitada, os exércitos islâmicos conseguiram receber expressivo apoio dos moradores de Medina, cidade de onde foi possível desenvolver a conquista da cidade de Meca. A partir de então, os convertidos ao islamismo deram continuidade a tais empreitadas militares conquistando outros povos.

Essa seria a largada de uma série de outros conflitos que seriam teologicamente justificados pela jihad, mais conhecida como “guerra santa”. A luta contra os povos considerados infiéis foi tomando diferentes características e os combatentes passaram a ter origem distinta nas fileiras dos exércitos muçulmanos. Ao longo das décadas, o interesse crescente em dominar novas terras abriu terreno para a contratação de mercenários que passaram a defender a causa política, religiosa e comercial dos árabes.

Aqueles que lutavam por interesses de ordem particular e não eram convertidos, ocupavam a mais baixa posição na organização militar islâmica. Para chegar a ocupar a condição de soldado, o combatente deveria pelo menos se confessar como um fiel seguidor do Alcorão. Entre tantos guerreiros, o mais valorizado entre todos era o ghazi, tipo de soldado que ia para o campo de batalha de forma completamente voluntária. Ao morrer, esse se tornava um mártir e recebia diversas bênçãos celestiais.

Ao contrário dos que muitos chegam a acreditar, a jihad não se limitava ao apoio que o islamismo dava à conquista de outras nações. Dentro da literatura islâmica, esse termo tem o significado de “esforço” e, por isso, acaba ganhando uma dimensão significativa bem maior daquela que normalmente temos ciência. Segundo os ensinamentos de Maomé, os conflitos militares seriam uma espécie de “jihad menor”, se comparados à busca do constante aprimoramento pessoal e espiritual.

Depois que o profeta Maomé faleceu, a conquista de novas terras teve prosseguimento com a ação de quatro califas que dividiram o poder entre si. A cada região conquistada, o processo de conversão religiosa era sedimentado pela transferência de árabes para a localidade. Além disso, a conversão também foi propagada por políticas econômicas que ofereciam vantagens aos estrangeiros que se convertiam aos ensinamentos da crença muçulmana.


Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola


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