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Oitava Cruzada

Idade Média

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Na década de 1260, o domínio cristão no Oriente Médio se mostrava seriamente ameaçado pelas contendas políticas que envolviam as ordens religiosas e os comerciantes cristãos do lugar. Não bastando a ameaça de uma guerra entre si, os cristãos tiveram sua hegemonia ainda mais ameaçada quando os turcos e seus exércitos mamelucos se viram obrigados a avançar pelo Oriente Médio após serem pressionados territorialmente pelos ataques do lendário chefe militar mongol Gêngis Khan.

Nesse contexto de invasão e ameaça, Luís IX, rei da França, decidiu retomar o espírito cruzadista com o objetivo de fortalecer a presença dos cristãos no Oriente Médio, principalmente no território egípcio. Em 1270, o rei cristão desembarcou em terras egípcias para então combater as tropas do sultão Bibars. Enquanto os cristãos acreditavam converter a região com a força das armas, os muçulmanos apostavam em uma resistência inspirada nos feitos fundadores de sua crença.

Após atacarem no Egito, as tropas de Luís IX chegaram até a Tunísia, onde foram violentamente recebidos pelas tropas do sultão Maomé. Não bastando o desgaste natural, os soldados cristãos foram terrivelmente acometidos por uma peste que ceifou um número ainda maior de vidas. Além do próprio rei da França, um de seus herdeiros acabou não resistindo à epidemia. Desse modo, a permanência dos exércitos se tornou insustentável.

Ainda em 1270, o príncipe Felipe, o Audaz, conseguiu negociar a retirada pacífica dos exércitos cristãos do Oriente. Depois do fracasso vivido na Oitava Cruzada, o jovem Felipe foi coroado como o mais novo rei da França. Desse modo, pelo menos a sucessão da coroa francesa não ficou ameaçada após esse infeliz evento militar.


Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

Idade Média - Guerras - Brasil Escola

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