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Guerra Gótica

Idade Média

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A Guerra Gótica foi um conflito deflagrado no período de total fragmentação do Império Romano do Ocidente. Esse conflito envolveu as forças militares do Império Bizantino contra o Reino Ostrogótico da Itália. Ocorrida entre os anos de 535 e 554, esse conflito divide-se em duas partes: a primeira de 535 a 540, onde ocorreu o aparente predomínio dos romanos sobre os góticos; e a segunda marcada pela reorganização dos ostrogodos sob o comando do rei Totila até a vitória romana, sob o comando de Narses.

Ocorrida durante o século VI, a Guerra Gótica realçou uma das características do governo de Justiniano I: o desejo de restabelecer o Antigo Império Romano. As vitoriosas investidas militares no norte da África, sob o comando do general Belisário, despertaram o interesse de Justiniano em varrer a influência dos ostrogodos nas regiões da Dalmatia, Ravena e Sicília. Aproveitando da inabilidade diplomática e militar do rei Teodado, os romanos conseguiram adentrar o território italiano, chegando a conquistar a cidade de Roma.

As demais conquistas romanas, que pareciam ter isolado os ostrogodos na região norte da Itália, foram mais tarde alvo da reação do rei ostrogodo Totila (ou Baduila). Organizando forças militares no momento em que os generais romanos se envolviam com as Guerras Romano-Persas, o rei Totila utilizou de uma tática militar que conciliava ofensividade e diplomacia. Ao tomar uma determinada cidade, Totila ordenou a destruição de todos os fortes e muros, retirando a importância estratégica do local durante uma possível reação romana. Além disso, ele buscava tratar bem seus dominados para assim encurtar a extensão dos conflitos.

Inconformados com o triunfal retorno das forças ostrogóticas, que chegaram a derrotar o general Belisário e tomar conta de Roma, as tropas romanas organizaram uma nova investida militar sob o comando do general Narses. Em 551, durante a Batalha de Tagina, Narses capturou e executou o rei Baduila e iniciou o processo de expulsão das tropas ostrogóticas da região. Apesar da vitória de Justiniano, o desgaste gerado pelos conflitos destruiu os centros urbanos da Itália e inviabilizou a permanência das tropas de Justiniano na região. Logo após a morte de Justiniano, a região foi dominada pela tribo germânica dos Lombardos.
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