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Guerra e Ciência na Antiguidade

Idade Antiga

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Da Antiguidade até os dias atuais a ciência é desenvolvida intimamente com os interesses bélicos e o desenvolvimento de armamentos. São notórios os casos de cientistas contemporâneos que contribuíram para o desenvolvimento de armas modernas, como a bomba atômica, por exemplo. Também na antiguidade esse tipo de conhecimento era destinado à produção de armamentos para o enfrentamento nas guerras e a expansão dos exércitos.

O desenvolvimento tecnológico com o objetivo bélico é encontrado em Roma e na Grécia se atentarmos para algumas armas utilizadas nos confrontes que são relatados nos livros históricos. A catapulta é um destes casos, em que os cientistas da antiguidade uniram seus conhecimentos de geometria e física para criar uma tecnologia capaz de arremessar enormes pedras contra os batalhões inimigos.

Na Mesopotâmia, por volta do século XIII a.C., os povos hititas conseguiram expandir seu império principalmente depois do domínio da tecnologia de fundição do ferro, que os colocaram em vantagem sobre os demais povos da região, que utilizavam ainda armamentos fabricados a partir do bronze, menos resistente que o ferro. Outra arma utilizada pelos hititas foram suas carruagens. Transportando três guerreiros, o auriga, que controlava os cavalos, um arqueiro e um lanceiro, a carruagem era o tanque de guerra dos hititas, que chegaram a usar contra os egípcios, na Batalha de Qadesh, cerca de 2,5 mil destes veículos.

Dentre as tropas de infantaria encontramos variadas técnicas de organização de soldados e também distintas armas e instrumentos de defesa. São famosos os hoplitas gregos, que se protegiam com um escudo redondo de bronze com camadas de couro, colocando ainda em seu corpo grevas nas pernas, além de uma armadura de bronze e um capacete. A fama dos hoplitas se deve pela forte linha de defesa que formavam com a união dos soldados lado a lado, ampliando desta forma a força de seus escudos e lanças. Com esta formação, 7 mil gregos conseguiram segurar 200 mil persas na Batalha de Termópilas.

Entretanto, o corpo militar mais influente foi a Legião Romana. Protegidos por um escudo retangular e uma armadura, além de empunhar uma lança e duas armas de menor dimensão, o gládio (espada) e o púgio (punhal), conseguiam realizar manobras complexas devido à disciplina das tropas, que combinavam ações de infantaria, cavalaria, engenharia e artilharia, com suas catapultas. A utilização em conjunto dos escudos na formação retangular da infantaria permitia a defesa dos soldados tanto dos ataques vindo sobre suas cabeças quanto no contato corpo a corpo.

Todas essas ações necessitavam de conhecimentos de geometria, propriedades de metais e desenvolvimento da capacidade de artífices na produção das armas, conseguidos através de experimentos e práticas decorrentes da participação em guerras.

Nas batalhas navais, os trirremes gregos também se destacaram. Como o nome diz, eram barcos a vela movidos por três linhas de remos nas laterais dos barcos, chegando a atingir a velocidade máxima de 14 km/h. Na proa havia um aríete de bronze, utilizado para atacar lateralmente os barcos inimigos e, assim, parti-los ao meio. Esse tipo de barco com mastros móveis, que eram retirados durante os combates, foram utilizados por todos os povos que navegaram pelo Mediterrâneo durante a Antiguidade, pois além dos gregos, romanos, fenícios, cartagineses, persas e egípcios combateram com estas embarcações ou variantes delas, como birremes, quadrirremes e quinquirremes.

* Créditos da imagem: Regien Paassen e Shutterstock.com


Por Tales Pinto
Graduado em História

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