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Idade Antiga

Idade Antiga

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  • Violência na História

Desde os mais remotos registros que temos sobre a presença humana na Terra, a hostilidade e os conflitos violentos sempre estiveram presentes. Há muitas teses de antropólogos e sociólogos que defendem que a própria origem do ser humano (a passagem do hominídeo ao homem) tem um fundamento violento (as teses de René Girard são um exemplo). Pois bem, a história da humanidade, partindo desse princípio, pode ser contada por intermédio das guerras.

  • Surgimento das primeiras civilizações e do primeiro exército

O primeiro período que é comumente estudado na disciplina de história é nomeado de Idade Antiga e compreende um espaço de tempo que vai de 5.000 a.C. até o século IV d.C. Nesse período, muitas civilizações ascenderam e caíram. Algumas estenderam os seus impérios por vastas regiões, enquanto outras se restringiram a uma atividade política com espaço mais restrito. Todas elas desenvolveram estratégias militares e formas de preparar soldados para a guerra.

A formação do primeiro exército organizado do mundo é atribuída aos assírios, povos que construíram seu império na região da Mesopotâmia, no Oriente Médio. Os assírios conseguiram montar uma máquina de guerra que contava com estratégias bem avançadas, se comparadas com as de seus contemporâneos, como os babilônios. Uma das invenções militares dos assírios, o carro de combate com tração animal, foi largamente utilizada por outras civilizações a posteriori.

  • Conflito entre persas e gregos

Ainda na região do Oriente Médio e se nos estendermos até a Ásia Menor, muitos povos que ali se estabeleceram tiveram de entrar em conflito com grande frequência. É o caso, por exemplo, da civilização persa, que teve de submeter, inicialmente, a civilização dos medos, que habitavam a mesma região. Depois expandiram o seu império por toda a Ásia Menor, chegando até as fronteiras dos domínios dos antigos gregos e entrando em conflito com estes naquelas que ficaram conhecidas como Guerras Greco-persas ou Guerras Médicas.

  • Conflito interno entre os gregos

Os gregos, por sua vez, além das famosas guerras contra os persas, também tiveram longos conflitos internos entre as próprias cidades-estado, que disputavam a hegemonia da Hélade (todo o conjunto formado por essas cidades-estado e suas colônias). Essas guerras internas ficaram conhecidas como Guerra do Peloponeso e produziram um enfraquecimento nas três principais cidades-estado gregas: Tebas, Atenas e Esparta. Esse enfraquecimento abriu portas para o projeto imperialista de Felipe II da Macedônia, que conquistou todas as cidades-estado gregas e promoveu a unificação da Hélade. Seu filho, Alexandre Magno, continuou o legado do pai, expandindo o Império Macedônico em direção à Ásia.

  • Romanos vs. cartagineses e conflitos em outras civilizações

No continente africano, sobretudo no Norte desse continente, duas civilizações tiveram grande destaque por suas campanhas militares: os egípcios e os cartagineses. O Egito Antigo constituiu-se de uma sucessão de impérios, que tiveram uma duração de cerca de três milênios. Os egípcios valeram-se da guerra em diversos momentos, sobretudo contra povos vizinhos, como os hititas, núbios e hicsos. Já os cartagineses constituíam uma colônia fenícia no atual território dos países Tunísia e Marrocos e, como bons fenícios, eram exímios navegadores. Durante muito tempo os cartagineses controlaram o fluxo de mercadorias que passava pelo Mar Mediterrâneo, o que era um entrave à então República Romana. As principais guerras travadas pelos cartagineses foram também algumas das principais dos romanos: as Guerras Púnicas (264-146 a.C.)

Além dessas guerras, a Antiga Roma, quando se tornou Império com Octávio Augusto, empreendeu várias guerras com vistas à sua expansão territorial. Essas guerras tinham objetivos diferentes: iam desde sufocamento de revoltas em províncias até a proteção de suas fronteiras. Já no Extremo Oriente, civilizações como a hindu, a mongol, a chinesa e a japonesa também se ergueram por meio de sociedades guerreiras, com a dos samurais, no Japão, e dos guerreiros nômades de Gêngis Khan, na Mongólia.


Por Me. Cláudio Fernandes

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